M&A não significa, necessariamente, vender tudo. A operação pode ser a venda total da empresa para um comprador estratégico ou investidor, a venda de participação para um sócio que aporta capital e gestão, ou a fusão com outra empresa do setor, e cada formato define quanto do controle a família mantém.
Há também caminhos fora do M&A. Um deles é a profissionalização da gestão, em que executivos de mercado assumem a operação enquanto a família permanece proprietária. Outro é a continuidade do controle familiar, com acordos de sócios e regras claras para a relação entre as gerações.
Cada alternativa impacta de forma diferente questões tributárias, patrimoniais e societárias e, no caso de um M&A, a empresa também precisa estar organizada para ser avaliada e negociada. Por isso, essas alternativas devem ser avaliadas antes de uma situação de urgência.
O papel do advogado começa antes disso, organizando a estrutura societária e patrimonial enquanto ainda há calma para escolher, qualquer que seja o caminho.