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Casos Estrela, Bombril e Tok&Stok: marcas conhecidas, crises estruturais (Dra. Andréa Navarro – Ruzene Sociedade de Advogados).

Data 10 de junho, 2026
Dr. Marco Ruzene
Autor Dr. Marco Ruzene
Andrea (51)

No Diário do Estado, comentei um aspecto que me parece central na atual onda de recuperações judiciais de marcas conhecidas. O debate público costuma se fixar no peso simbólico dessas empresas, mas isso é insuficiente.

Casos como Estrela, Bombril e Tok&Stok mostram algo mais amplo, a dificuldade de sustentar operação, crédito e competitividade em um ambiente de capital caro, consumo mais pressionado e menor margem de adaptação.

Recuperação judicial, nesse contexto, não resolve a crise por si só. Ela reorganiza o passivo e cria um espaço institucional para negociação, mas a viabilidade continua dependendo de caixa, execução e capacidade real de ajuste do negócio. Quando essa adaptação não acontece, o processo apenas formaliza uma deterioração que já vinha se acumulando.

A questão não é apenas se a empresa entrou ou não em recuperação, mas sim se ela consegue transformar proteção judicial em reorganização efetiva, com governança, previsibilidade e preservação da operação. É nesse processo que a reestruturação começa a fazer sentido de fato.

Fonte – Dra. Andréa Navarro – Ruzene Sociedade de Advogados.