Agronegócio em alerta: sem ajustes, o risco é sistêmico (Dra. Andréa Navarro – Ruzene Sociedade de Advogados).

Somente no primeiro semestre de 2025, foram 700 pedidos em recuperação judicial no agro, alta de 45% em relação ao ano passado.

O dado reforça uma tendência: em 2024, o número de recuperações judiciais no agronegócio cresceu 138%. Com juros que chegam a 25% ao ano, somados à queda dos preços das commodities, alta do dólar e custos crescentes de insumos, a conta simplesmente não fecha.

Há outros agravantes no horizonte: propostas de tributação das LCAs, instrumento crucial de financiamento, e o impacto do tarifaço norte-americano sobre as exportações. Para um setor que responde por quase 30% do PIB nacional, não se trata apenas de um problema do produtor rural, é uma questão de estabilidade econômica.

Esse cenário exige respostas rápidas e estruturais. Mais do que renegociações pontuais, é necessário repensar a política de crédito, ampliar as fontes de financiamento e reduzir custos de capital. Caso contrário, corremos o risco de fragilizar um dos pilares da economia brasileira.

Fonte – Dra. Andréa Navarro – Ruzene Sociedade de Advogados.