26 jun Quando o risco está fora da empresa: a urgência de rever a gestão de terceiros (Dra. Andréa Navarro – Ruzene Sociedade de Advogados).
Integridade, reputação e sustentabilidade empresarial não se sustentam apenas dentro das fronteiras da empresa. Em um cenário de exposição constante e regulamentação crescente, a forma como organizações se relacionam com terceiros pode definir o sucesso ou antecipar a próxima crise.
Casos recentes mostram que, em muitos escândalos corporativos, o problema nasceu de fora: fornecedores envolvidos com trabalho análogo à escravidão, parceiros descumprindo obrigações fiscais, prestadores com condutas incompatíveis com os valores da contratante.
Ainda assim, apenas 27% das empresas no Brasil afirmam ter iniciativas de avaliação de riscos ligados ao trabalho escravo em andamento ou previstas no curto prazo. E 35% sequer consideram o tema relevante. Isso revela um dado preocupante: muitas organizações ainda subestimam riscos que são reais, escaláveis e, frequentemente, evitáveis.
A prevenção começa com um olhar mais estratégico sobre compliance. Mapear e monitorar a cadeia de fornecedores, realizar due diligences rigorosas, automatizar processos e investir em governança ativa são medidas que já não são mais diferenciais, são requisitos básicos de sustentabilidade empresarial.
Como costumo reforçar em projetos de reestruturação e governança: risco que pode ser mapeado, pode, e deve, ser mitigado.
Fonte – Dra. Andréa Navarro – Ruzene Sociedade de Advogados
