10 jun Casos Estrela, Bombril e Tok&Stok: marcas conhecidas, crises estruturais (Dra. Andréa Navarro – Ruzene Sociedade de Advogados).
No Diário do Estado, comentei um aspecto que me parece central na atual onda de recuperações judiciais de marcas conhecidas. O debate público costuma se fixar no peso simbólico dessas empresas, mas isso é insuficiente.
Casos como Estrela, Bombril e Tok&Stok mostram algo mais amplo, a dificuldade de sustentar operação, crédito e competitividade em um ambiente de capital caro, consumo mais pressionado e menor margem de adaptação.
Recuperação judicial, nesse contexto, não resolve a crise por si só. Ela reorganiza o passivo e cria um espaço institucional para negociação, mas a viabilidade continua dependendo de caixa, execução e capacidade real de ajuste do negócio. Quando essa adaptação não acontece, o processo apenas formaliza uma deterioração que já vinha se acumulando.
A questão não é apenas se a empresa entrou ou não em recuperação, mas sim se ela consegue transformar proteção judicial em reorganização efetiva, com governança, previsibilidade e preservação da operação. É nesse processo que a reestruturação começa a fazer sentido de fato.
Fonte – Dra. Andréa Navarro – Ruzene Sociedade de Advogados.
