O caso Americanas e a importância de governança no pós-homologação (Dra. Andréa Navarro – Ruzene Sociedade de Advogados).

O novo desentendimento entre a Americanas e parte dos credores sobre a conversão cambial expõe a fragilidade na confiança sobre a execução do plano de recuperação judicial aprovado.

A cobrança, que já se arrasta desde outubro de 2024, envolve a suposta conversão unilateral de créditos originalmente dolarizados para reais, sem a anuência expressa dos credores. Se a prática for confirmada, pode configurar descumprimento do plano e gerar repercussões processuais relevantes.

Ainda que a companhia afirme estar seguindo as diretrizes estabelecidas, o episódio expõe a fragilidade operacional que pode comprometer a legitimidade do processo e o próprio acesso futuro ao crédito.

Planos de recuperação são compromissos públicos com o mercado. A execução fiel, transparente e tecnicamente validada é tão relevante quanto a sua homologação!

Fonte – Dra. Andréa Navarro – Ruzene Sociedade de Advogados.